O que defendemos
O Movimento Nada Sobre Nós Sem Nós defende uma sociedade construída para todas as pessoas, reconhecendo a diversidade humana e garantindo participação plena, autonomia, dignidade e igualdade de oportunidades para pessoas cegas e com baixa visão.
Acreditamos que inclusão social não se constrói apenas através de discursos, mas por meio de políticas públicas efetivas, acessibilidade, educação, tecnologia assistiva, participação social e processos qualificados de habilitação e reabilitação.
Habilitação e reabilitação
Defendemos a criação e fortalecimento de espaços modernos, acessíveis, tecnológicos e qualificados de habilitação e reabilitação para pessoas cegas e com baixa visão em Criciúma e região.
Acreditamos que os processos de habilitação e reabilitação são pilares fundamentais para garantia da autonomia, independência, educação, acesso ao trabalho, mobilidade, comunicação e participação social das pessoas com deficiência visual.
Defendemos que processos de reabilitação não podem ocorrer sem fiscalização, acompanhamento técnico e compromisso com a qualidade do atendimento ofertado às pessoas cegas e com baixa visão.
Entendemos que instituições e serviços voltados à habilitação e reabilitação devem possuir responsabilidade social, transparência, profissionais qualificados e compromisso real com o desenvolvimento humano, tecnológico, educacional e social das pessoas atendidas.
Acreditamos que o acesso à educação, ao Braille, às tecnologias assistivas, à orientação e mobilidade, à autonomia digital e ao desenvolvimento das potencialidades humanas são fundamentais para construção do futuro das pessoas cegas e com baixa visão.
Defendemos o modelo biopsicossocial da deficiência, consolidado pela Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da ONU e pela Lei Brasileira de Inclusão. Compreendemos que muitas das barreiras enfrentadas pelas pessoas com deficiência não estão na limitação visual em si, mas nas barreiras sociais, arquitetônicas, comunicacionais, digitais e atitudinais impostas pela sociedade.
A Convenção da ONU reconhece a acessibilidade como princípio fundamental dos direitos humanos. A Declaração Universal dos Direitos Humanos estabelece que todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. Porém, sabemos que pessoas cegas e com baixa visão somente alcançam igualdade de oportunidades quando possuem acesso efetivo à habilitação, reabilitação, acessibilidade, educação e participação social.
Acessibilidade
Defendemos a acessibilidade como direito fundamental e não como favor.
A acessibilidade deve estar presente em todos os espaços da sociedade, garantindo autonomia, segurança, comunicação, mobilidade e participação plena das pessoas com deficiência visual.
Defendemos:
- acessibilidade arquitetônica;
- acessibilidade digital;
- acessibilidade comunicacional;
- acessibilidade atitudinal;
- acessibilidade em serviços públicos e privados;
- acessibilidade em aplicativos, sites e tecnologias.
Defendemos o fortalecimento e cumprimento da Lei Brasileira de Inclusão, das normas técnicas de acessibilidade e das diretrizes internacionais relacionadas aos direitos humanos e à acessibilidade digital.
Educação inclusiva
Defendemos uma educação inclusiva, acessível e de qualidade, garantindo que pessoas cegas e com baixa visão tenham acesso à aprendizagem em igualdade de oportunidades.
Defendemos:
- materiais acessíveis;
- tecnologias assistivas;
- Braille;
- formação adequada de profissionais;
- acessibilidade digital;
- permanência escolar;
- participação plena no ambiente educacional.
Acreditamos que educação é instrumento de emancipação, autonomia e transformação social.
Acesso ao mundo do trabalho
Defendemos oportunidades reais de acesso ao mercado de trabalho para pessoas cegas e com baixa visão, com acessibilidade, respeito, igualdade de oportunidades e valorização das capacidades humanas.
Defendemos o fortalecimento da Lei de Cotas para Pessoas com Deficiência, bem como políticas públicas e iniciativas privadas que promovam inclusão profissional verdadeira e combate à exclusão social.
Inclusão profissional não deve ocorrer apenas para cumprimento de percentual legal, mas através de ambientes acessíveis, qualificação profissional, tecnologia assistiva e valorização das potencialidades das pessoas com deficiência.
Tecnologia assistiva
Acreditamos que as tecnologias assistivas são ferramentas fundamentais para autonomia, educação, comunicação, empregabilidade, mobilidade e inclusão social.
Defendemos democratização do acesso às tecnologias assistivas, inovação, acessibilidade digital e desenvolvimento de soluções construídas com participação das próprias pessoas com deficiência.
Combate ao capacitismo
Defendemos o enfrentamento do capacitismo estrutural, combatendo preconceitos, invisibilidade, discriminação e exclusão social enfrentadas diariamente pelas pessoas com deficiência.
Acreditamos que uma sociedade verdadeiramente inclusiva somente será possível quando houver respeito à diversidade humana, participação social e valorização da autonomia das pessoas com deficiência.
Participação social
Nada deve ser construído sem ouvir aqueles que vivenciam diariamente a realidade da deficiência visual.
Defendemos participação ativa das próprias pessoas cegas e com baixa visão nas decisões, políticas públicas, projetos e espaços que impactam diretamente suas vidas.
O protagonismo das pessoas com deficiência deve estar presente na construção de uma sociedade mais justa, acessível e humana.
